Ao decidirmos adotar uma alimentação mais saudável, um dos primeiros itens que pensamos em alterar na nossa dieta é o açúcar. Hoje, nos deparamos com diversos tipos nas gôndolas de supermercados, e nem todo mundo sabe exatamente como escolher o seu. Pensando nisso, preparamos uma lista com as características dos principais tipos de açúcares para te ajudar a diferenciar cada um deles!

  • Açúcar refinado: mais comum e utilizado entre os açúcares, ele também é o menos recomendado pelos especialistas de nutrição. Isso porque, durante o processo de refinamento, aditivos químicos – como o enxofre – são utilizados para obter aquela coloração branca. Este refinamento também leva a perda das vitaminas e sais minerais, deixando apenas calorias vazias.
  • Açúcar cristal: com grãos grandes e transparentes, passa por um processo de refinamento mais leve, mas ainda perde cerca de 90% de seus nutrientes. É mais recomendado para uso culinário, por render bastante e possuir um custo mais acessível. A partir dele, são produzidos o açúcar refinado e o de confeiteiro.
  • Açúcar de confeiteiro: é mais utilizado na fabricação de pães, bolos, doces e coberturas. Geralmente, é adicionado com amido durante o refinamento, não sendo indicado para o consumo frequente.00
  • Açúcar mascavo: uma das opções mais saudáveis. Ele é obtido a partir da cana de açúcar e possui uma coloração mais escura por não ser submetido aos processos de refinamento industriais, o que permite a preservação de suas vitaminas e minerais. Possui um sabor mais forte, semelhante ao do melaço e da rapadura, então pode não agradar todos os gostos.
  • Açúcar demerara: assemelha-se ao açúcar mascavo, tanto no processo de produção quanto em relação à preservação das características nutricionais, porém passa por um leve refinamento. Seu sabor também é mais suave que o do mascavo, sendo preferido por muitos para receitas e para adoçar bebidas.
  • Açúcar “light”: é menos calórico que o açúcar comum por ser uma mistura de açúcar refinado e adoçantes artificiais (como sucralose, ciclamato, sacarina e aspartame). Seu sabor doce é bem mais forte, então é utilizado em menores quantidades.
  • Açúcar de coco: feito a partir das palmas do coco, não passa por processos de refinamento, de forma que seus nutrientes são mantidos. Além disso, ele apresenta boa palatabilidade e baixo índice glicêmico (ou seja, a velocidade com que é absorvido pelo nosso corpo é muito menor), evitando os picos de insulina.
  • Açúcar de maçã: ainda pouco conhecido, este tipo de açúcar tem se mostrado uma boa alternativa para quem busca adoçar de forma mais saudável. Para obtê-lo, as maçãs são transformadas em um purê e, em seguida, esta massa é desidratada. Além de apresentar baixo valor calórico, o açúcar de maçã tem baixo índice glicêmico e preserva as vitaminas, sais minerais, fósforo, ferro e fibras que encontramos na fruta. Outra vantagem é o seu gosto neutro, que não deixa sabor residual.
  • Açúcar orgânico: não é exatamente um tipo de açúcar, mas uma “classificação extra” (por exemplo, podemos encontrar açúcar cristal orgânico, demerara orgânico, etc). Seus diferenciais estão no cultivo e na produção: a cana de açúcar não recebe agrotóxicos, nenhum componente químico é adicionado posteriormente e ele não passa por refinamento.

Independentemente do tipo de açúcar que você optar por consumir, ressaltamos que ele deve ser consumido com moderação; em excesso, todo tipo de açúcar pode ser prejudicial a longo prazo. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o consumo de “açúcares de adição” (isto é, que não são encontrados naturalmente nos alimentos) não ultrapasse 10% do total de calorias da dieta.

 

Fontes: MEDEIROS, Tainah. “Conheça as diferenças entre os tipos de açúcar”. LAUFFER, Adriana. “Tipos de Açúcar”. LEVY, Renata Bertazzi et al. “Disponibilidade de “açúcares de adição” no Brasil: distribuição, fontes alimentares e tendência temporal”.