A alimentação tem papel fundamental na saúde do corpo e grande influência no aparecimento de doenças crônico-degenerativas na vida adulta.

É na infância que o hábito alimentar se desenvolve e é muito importante observar alguns pontos que podem contribuir para uma vida mais saudável e com menor risco de desenvolvimento de doenças.

A alimentação de uma criança sofre diversas influências, a começar pelo seu núcleo familiar e suas interações sociais e culturais. Uma vez que a criança durante a sua primeira-infância se alimenta de acordo com as suas preferências alimentares, o grande desafio é fornecer o maior número de opções para que as suas preferências sejam ampliadas. Nesse quesito os pais têm um papel de educador nutricional.

Entenda que hábito é um costume adquirido por repetição, dessa forma entende-se que o que é consumido diariamente e repetida vezes. Nas crianças essa repetição caracteriza a aprendizagem alimentar, que além dos alimentos consumidos envolve outros quesitos externos.

Outro ponto importante, é a sensação de fome e saciedade das crianças. As refeições podem ser oferecidas em horários pré-determinados (seguindo padrões sociais), de acordo com a vontade e/ou fome da criança, ou até uma mistura dos dois. É muito importante que a criança consiga detectar as sensações de fome e saciedade, tanto quanto perceber texturas e sabores dos alimentos, isso garantirá uma maior experimentação.

Existem alguns pontos que ajudarão a aumentar as preferências das crianças e fazer com que a alimentação seja algo simples, fácil e prazeroso.

Conheça alguns:

Familiaridade com os alimentos

Apresente alimentos variados à criança, lembre-se que estudos dizem que o aumento da aceitação a determinado alimento acontece após 12 a 15 apresentações dele.

Sabor

Estudos mostram que associar um alimento desconhecido a outro que a criança já conhece e gosta pode ajudar na aceitação do novo.

Interação

O ambiente e as interações sociais que ocorrem durante a alimentação tem influência sobre a maneira que a criança encara o alimento e a refeição como um todo.

É muito comum que os pais adotem algumas atitudes e estratégias que nem sempre surtem o efeito desejado, pelo contrário, muitas vezes atrapalham o objetivo final que é fazer a criança comer. Veja alguns exemplos:

– Cuidado ao pressionar a criança a comer determinado alimento, isso pode gerar aversão ao mesmo.

– As crianças costumam gostar menos dos alimentos que são obrigadas a comer, pois normalmente isso está relacionado a um ambiente menos amigável.

– Cuidado com as recompensas e coações, elas tendem a gerar maior atração pela recompensa em si do que pelo alimento.

– Evite oferecer mais alimento repetidas vezes, dizendo por exemplo “quer mais um pedaço?”. É melhor deixar a comida ao alcance da criança e, caso ela queira mais, ela mesmo poderá pegar ou pedir. O ato de oferecer aumenta o consumo de alimentos de forma desnecessária.

Na hora de alimentar uma criança se preocupe sempre com a variedade dos nutrientes, quantidade que façam sentido de acordo com peso e idade e lembrem-se que o ambiente em que ele está realizando a refeição tem papel importante na fixação do hábito e isso refletirá por toda sua vida.

Tenha sempre o apoio de um profissional que te oriente em quais alimentos oferecer e a maneira adequada.

Aqui a frase “Você é o que você come” pode ser adaptada por “Você será o que você comer”

Como andam as refeições por ai? Conta pra gente!

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria