Você tem o hábito de ler os rótulos dos alimentos antes de consumi-los? Além de ser uma prática necessária para controlarmos a qualidade dos produtos que estamos consumindo, ela é ainda mais importante para pessoas alérgicas a algum tipo de ingrediente. Isto não apenas pela relação de ingredientes de cada produto, mas também para sabermos quando há risco de contaminação cruzada durante a produção de um alimento.

Mas afinal, o que é Contaminação Cruzada?

A Contaminação Cruzada ocorre em diversos cenários quando há transferência de micro-organismos ou componentes de uma substância para outra. No caso de alimentos, este fenômeno pode acontecer quando há contato direto entre dois produtos ou mesmo através dos recipientes ou utensílios utilizados.

Por exemplo: imagine que durante a preparação de um alimento com glúten uma assadeira seja utilizada. Após os devidos processos de limpeza, esta mesma assadeira ainda pode levar traços de glúten a outros alimentos. Ou seja, durante a fabricação de um alimento SEM glúten, ainda é possível que ele seja contaminado indiretamente caso outros alimentos produzidos no mesmo ambiente possuam glúten. Para indivíduos mais sensíveis e alérgicos, isso já pode ser suficiente para uma reação alérgica se manifestar, pois pequenas quantidades de alérgenos alimentares já são suficientes para provocar efeitos adversos.

Como identificar que um alimento pode conter traços de alergênicos?

A ANVISA demanda que produtores de alimentos assumam a responsabilidade legal de informar corretamente a composição dos seus produtos, bem como adotar todas as medidas ao seu alcance para evitar a contaminação cruzada com alérgenos alimentares que não são adicionados intencionalmente ao produto.

Todos os produtos que possuam ingredientes alergênicos em sua composição ou que possam conter resquícios deles por meio de contaminação cruzada devem trazer uma Declaração de Advertência em suas embalagens. É por este motivo que muitas vezes vemos frases como “ALÉRGICOS: PODE CONTER OVOS” em produtos veganos ou que não contenham ovos em sua composição, o que acaba causando uma certa confusão.

Além disso, os cuidados para investigar e evitar a contaminação cruzada começam bem antes do preparo final dos alimentos – na seleção das matérias-primas. Para que um fabricante possa avaliar corretamente o risco da presença de alérgenos na sua cadeia de produção, é preciso analisar e comprovar também toda a cadeia de produção e entrega dos fornecedores de suas matérias-primas e ingredientes.

Por isso, atenção! É muito importante adotar o hábito de ler corretamente os rótulos de alimentos antes de consumi-los e procurar conhecer a fundo os processos de produção deles.

Todos os produtos da Bianca Simões são produzidos em ambientes seguros, por isso, garantimos a total isenção do glúten e da lactose. Além disso, todos os fornecedores são homologados e nos preocupamos muito com a cadeia de produção para oferecer um produto 100% seguro. E aí, já provou os nossos produtos? Confira a nossa loja!

Fontes: ANVISA. Guia sobre Programa de Controle de Alergênicos. Portal ANVISA, 2018. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Resolução RDC nº 26, de 02 de julho de 2015. Dispõe sobre os requisitos para rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 03 de jul de 2015. Seção 1, p. 53-54.