Com o dia a dia cada vez mais corrido e atarefado, não é de se estranhar que as pessoas tenham começado a buscar formas de otimizar ao máximo a sua rotina. Isso trouxe um aumento no consumo de alimentos ultraprocessados nas últimas décadas, vendidos geralmente como opções práticas, palatáveis e com alta durabilidade, pré-prontos ou prontos para consumo.
Entretanto, para proporcionar essa praticidade, esses produtos são feitos com uma quantidade maior de aditivos químicos, açúcares, gorduras nocivas, sódio e colesterol, sendo prejudiciais a saúde a longo prazo. Veja abaixo como identificar cada tipo de alimento e os motivos pelos quais o consumo de ultraprocessados deve ser evitado.

 

Tipos de Alimentos

  • Alimentos in natura ou minimamente processados: são obtidos diretamente de plantas ou animais (como frutas, legumes, oleaginosas, ovos, etc) e comercializados sem ter sofrido alterações significativas em sua composição, passando apenas por processos como os de higienização, secagem, embalagem, pasteurização, congelamento, refinamento, entre outros. Pratos baseados em um ou mais ingredientes in natura também podem ser incluídos aqui!
  • Alimentos processados: são industrializados essencialmente com adição de sal ou açúcar, óleos, vinagre e outras substâncias de uso culinário (como conservas, carnes salgadas, queijos, pães, etc).
  • Alimentos ultraprocessados: são feitos predominantemente com componentes artificiais (como corantes, aromatizantes, realçadores de sabor) e substâncias de modificadas (gorduras hidrogenadas, amido modificado), utilizadas para conservar e tornar estes produtos mais atraentes e saborosos.

 

Os malefícios do consumo constante de ultraprocessados

Pesquisas mostram que o teor de nutrientes, fibras e proteínas presente nos ultraprocessados é inferior em comparação a outros tipos de alimentos, principalmente em relação aos in natura.  Se levarmos em conta a importância destes componentes para a manutenção da nossa imunidade e prevenção de problemas de saúde, não podemos concentrar a maior parte os nossos hábitos alimentares em torno de alimentos pobres em nutrientes.

Um maior consumo destes produtos também está associado a uma maior ingestão de calorias, gorduras e sódio, que têm se mostrado relacionados ao risco de problemas cardiovasculares. Além disso, um estudo realizado por pesquisadores da França e do Brasil também aponta um possível aumento no risco de desenvolvimento de câncer em geral e de mama em indivíduos cuja dieta é rica em alimentos ultraprocessados.

Por isso, é tão importante ler os rótulos dos alimentos durante as compras. Dessa forma, a maior parte da nossa alimentação será controlada e planejada de forma saudável, mantendo sempre o equilíbrio nutricional em nossa rotina.

Fontes: BIELEMANN, Renata M. et al. Consumo de alimentos ultraprocessados e impacto na dieta de adultos jovens. LOUZADA, Maria Laura da Costa et al. Impacto de alimentos ultraprocessados sobre o teor de micronutrientes da dieta no Brasil. FIOLET, Thibault et al. Consumption of ultra-processed foods and cancer risk: results from NutriNet-Santé prospective cohort.