O termo do Inglês “Shelf-Life” ou em tradução livre: Vida-de-Prateleira é o parâmetro que se utiliza para determinar a durabilidade ou prazo de validade de um produto se baseando não somente em fatores físico-químicos e microbiológicos, mas também em suas características organolépticas, que são: sabor, textura, aroma.

 

No período de isolamento social, o “shelf-life” se tornou mais importante pela maior procura por alimentos mais duradouros. Produtos perecíveis têm um shelf-life menor do que produtos não perecíveis por diversos fatores relacionados à composição nutricional do alimento (água, carboidrato, proteína e gordura) e como esses componentes reagem com o ambiente externo, sendo que a exposição ao oxigênio e a umidade causam grande impacto na durabilidade do produto.

O conceito dos aditivos alimentares

Segundo um artigo científico, os aditivos alimentares permitem modificar as características organolépticas dos alimentos sem os alterar nutricionalmente. São regulamentadas de acordo com uma legislação específica em que se encontram descritos os teores máximos permitidos para cada uma, assim como os respectivos alimentos aos quais podem ser adicionados.

A indústria aumenta a shelf-life dos produtos através da aplicação de ingredientes, tecnologias e processos.  Ao contrário do que comumente se pensa para a conservação dos alimentos, não existem somente aditivos alimentares ou adição de sal e açúcar.

 Exemplos de outros métodos de conservação:

  • Tecnologia da embalagem
  • Congelamento
  • Fermentação
  • Desidratação
  • Conservação natural através de própria gordura do alimento

Os aditivos e a microbiota

O professor Chrzanowski, especialista em nano toxicologia da Escola de Farmácia da Universidade de Sydney e do Instituto Sydney, Nano afirma que há evidências de que o consumo de alimentos contendo o aditivo alimentar E171 (dióxido de titânio) afeta a microbiota intestinal, a qual é a guardiã da nossa saúde.

 

A microbiota intestinal é importante para a resposta imune, ela habita nosso intestino e produz vitaminas, assim como outros metabólitos necessários para a nossa fisiologia, possuindo papel importante no metabolismo energético. Se houver um desequilíbrio pode levar a doenças cardiovasculares, diabetes, disfunções imunes, doenças inflamatórias intestinais, obesidade e câncer colorretal.

Ainda que os aditivos sejam considerados pouco metabolizados pelo corpo humano, pesquisas comprovam que podem afetar o metabolismo das bactérias intestinais.

Confira alguns exemplos: 

  • Emulsificantes, por se ligarem tanto à fase aquosa como à oleosa – semelhante ao efeito do detergente – podem perturbar a camada de muco presente no cólon e causar inflamação intestinal.
  • Adoçantes, como a sacarina e outros artificiais, foram relacionados à intolerância a glicose em estudo com ratos, aumentando a biossíntese de lipopolissacarídeos ligados aos processos inflamatórios.
  • Benzoato de sódio (presente em algumas águas de coco), nitrito de sódio e sorbato de potássio são aditivos com propriedades antimicrobianas. Um estudo com células humanas, apontaram que componentes da microflora possuem propriedades anti-inflamatórias, podendo estar relacionadas ao aumento de doenças auto-imunes e incidência de alergias.

 

Apesar dos aditivos passarem por testes e serem aprovados por autoridades sanitárias, os efeitos a longo prazo sobre a saúde, bem como o efeito acumulativo da exposição mediante o consumo de vários destes não são bem conhecidos.

Você já sabia sobre os aditivos alimentares? Conta pra gente o que achou!